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Mostrando postagens com marcador sorteio. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Vencedores do sorteio dos três livros
Os contemplados do sorteio dos três livros "A Crise da Modernidade pela Lente do Trabalho", do professora Luiz Guilherme Brom foram os comentários de número 13, 12 e 3. Ou seja:
Fábio Procópio: http://fecapblog.blogspot.com/2009/10/comente-este-post-e-concorra-ao-sorteio.html?showComment=1256658583413#c7762373157230038158.
Natty: http://www.blogger.com/profile/08740087963074470994.
André Tropiano: http://fecapblog.blogspot.com/2009/10/comente-este-post-e-concorra-ao-sorteio.html?showComment=1256832041706#c639551759403898898.
Aos ganhadores que preferirem retirar o livro na FECAP, basta nos avisar. Aos que preferirem que postemos via correio, pedimos que por gentileza enviem um e-mail para carolina.terra@fecap.br.
O sorteio foi operacionalizado pelo site www.random.org.
Fábio Procópio: http://fecapblog.blogspot.com/2009/10/comente-este-post-e-concorra-ao-sorteio.html?showComment=1256658583413#c7762373157230038158.
Natty: http://www.blogger.com/profile/08740087963074470994.
André Tropiano: http://fecapblog.blogspot.com/2009/10/comente-este-post-e-concorra-ao-sorteio.html?showComment=1256832041706#c639551759403898898.
Aos ganhadores que preferirem retirar o livro na FECAP, basta nos avisar. Aos que preferirem que postemos via correio, pedimos que por gentileza enviem um e-mail para carolina.terra@fecap.br.
O sorteio foi operacionalizado pelo site www.random.org.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Comente este post e concorra ao sorteio de 3 livros
O superintendente de Relações Institucionais da FECAP, prof. Luiz Guilherme Brom, concedeu uma entrevista ao site Etcetera/TV Aparecida sobre a escolha da profissão.
Reproduziremos abaixo a entrevista e estamos propondo um desafio: quem comentar aqui no blog o que achou ou sobre o tema, automaticamente, passa a concorrer a três livros “A Crise da Modernidade pela Lente do Trabalho”, de autoria do próprio professor. Por favor, lembre-se de deixar seus contatos para que possamos entrar em contato após o sorteio. A iniciativa vale de hoje, 27/10, até quinta-feira, 29/10. O sorteio será feito no dia 30/10 e divulgado aqui no blog mesmo.
“A escolha da profissão não é uma condenação perpétua”
A frase do título desse post é do professor Luiz Guilherme Brom, da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado. Esse cientista social, especialista em sociologia do trabalho, participa do Et Cetera sobre “Profissões e o Tempo” e falou ao blog do programa.
ETC: O senhor dirige o Centro de Estudos Interdisciplinares do Trabalho da FECAP. Qual o objetivo desse grupo?
Luiz Guilherme Brom: O CEIT é um núcleo de pesquisas da Fecap, especialmente dedicado à questão do trabalho. É interdisciplinar porque permeia as diversas áreas das Ciências Sociais: economia, sociologia, direito, antropologia, psicologia, etc… O objetivo é pesquisar a realidade do trabalho para um maior esclarecimento sobre o que ocorre. Ao divulgar nossos estudos, pretendemos auxiliar o esclarecimento de jovens e profissionais em geral sobre o que ocorre no mundo do trabalho. Trabalhamos com tabulação de dados do IBGE e SEADE, entre outras fontes.
ETC: A formação profissional e inserção de jovens no mercado de trabalho estão entre as suas especialidades. No Brasil, quais as principais falhas tanto na formação quanto na inserção?
LGB: A principal falha da educação (sobretudo ensino médio e superior) é não prestar um esclarecimento isento aos jovens, acerca do trabalho e da profissão. As escolas não raramente se deixam levar por modismos e idéias estereotipadas que são divulgadas na mídia, mas também pelas famílias e círculos sociais. A sociedade de consumo, o individualismo e a competição empurram as pessoas para equívocos enormes. A busca por profissões que “dão mais dinheiro”, é um exemplo e leva a grandes decepções. Qualquer profissão pode dar dinheiro, trazer realização, desde que o profissional seja bom no que faz. E para isso é fundamental gostar do que se faz. Quem não gosta do que faz, tem poucas chances de se dar bem.
ETC: Ainda há um conservadorismo na hora de escolher carreiras?
LGB: O que há, em geral, é falta de esclarecimento. No Brasil (ao contrário da Europa e EUA), as pessoas são obrigadas a escolher uma carreira excessivamente jovem. Esse jovem é pressionado pela família, pela mídia e pelos modismos em geral. Algumas profissões são glamorizadas e outras menosprezadas. Por exemlo: o censo de 2000 mostrou que apenas 27% dos formados em comunicação trabalhavam na própria área de comunicação. Apesar disso, comunicação (jornalismo, etc…) foi um curso dos mais procurados nos últimos 10 anos (todos querem virar jornalista célebre, mas só uma ínfima minoria consegue). O mesmo acontece com outros cursos. 53% dos brasileiros formados atuam fora de sua área de formação.
Outra mentira que causa profunda ansiedade entre os jovens é a idéia de que a escolha da profissão é para o resto da vida. Como se fosse uma condenação perpétua. Ao contrário do passado, a formação profissional deve ocorrer ao longo de toda a vida de trabalho. A faculdade que se escolhe pela 1ª vez, é apenas o 1º curso de formação que se faz. Muitos outros virão. Nada do que se faz aos vinte e poucos anos de idade não pode ser corrigido. Além disso, nossos desejos e vontades mudam ao longo da vida. O importante é a gente se nortear pelo que temos vontade de realizar. Isso nos torna mais feliz. Ao escolher uma carreira aos 18 anos, é preciso ter consciência de que se trata da melhor escolha para aquele momento; não necessariamente para o resto da vida.
ETC: Vale a pena investir no que é diferente? Aliás, como saber o que escolher?
LGB: Vale a pena investir no que a gente se sente atraído, naquilo que poderá ser fonte de prazer e realização profissional. Quem é criativo pensa pela própria cabeça e não pela dos outros. O que é diferente, estranho em termos de formação profissional, pode ser justamente criativo. Tudo o que é criativo é estranho à primeira vista. Conheço um fisioterapeuta que fez doutorado em engenharia eletrônica. Estranho, não? Pois é, hoje ele é o maior consultor brasileiro de equipamentos eletrônicos de fisioterapia para hospitais. Ganha muito dinheiro com isso. Portanto, primeiro, é preciso se informar sobre as profissões. E depois, escolher o que se deseja… o que a vontade manda escolher. Quem faz o que gosta, faz bem feito.
ETC: Em seu livro “A Crise da Modernidade pela Lente do Trabalho”, o senhor fala de uma nova ordem que surgiu a partir da década de 80. Como ela se caracteriza?
LGB: Nos últimos 25 anos do século XX a economia mundial passou por profundas mudanças. O velho modelo de corporações pesadas e com muitos funcionários entrou em crise. Muitas simplesmente desapareceram nos anos 80, como por exemplo a PAN AM, que era a maior empresa aérea do mundo. Com a globalização, as indústrias e fábricas são transferidas em ritmo ainda mais rápido para países em desenvolvimento. Junto com isso, há terceirização e automatização das tarefas. Resultado da nova ordem econômica: explosão do desemprego em todo o mundo. Após 30 anos de estabilidade no pós-guerra, a sociedade industrial ocidental entra em crise. Junto com desemprego em massa, acontecem migrações de trabalhadores pobres e favelização das cidades. A oferta de postos de trabalho é sempre abaixo da demanda. Só na região metropolitana de São Paulo temos um milhão e meio de desempregados.
ETC: O que podemos esperar para o futuro nesse sentido? Mais mudanças?
LGB: Em relação ao futuro, o melhor que se pode fazer é se preparar para ele e adquirir uma ampla bagagem cultural. Estudar muito. Não é o diploma que garante o futuro, mas o conhecimento, a capacidade de pensar bem. O estudante que aprendeu a aprender, que sabe pesquisar, investigar e tomar decisões equilibradas, vai enfrentar bem o seu futuro profissional. Mais do que estar preparado para o primeiro emprego, é preciso estar preparado para as mudanças, que serão muitas e fortes ao longo da vida profissional.
O professor Luiz Guilherme mantem um blog sobre educação e profissão: http://blogeducacaoeprofissao.blogspot.com/.
Reproduziremos abaixo a entrevista e estamos propondo um desafio: quem comentar aqui no blog o que achou ou sobre o tema, automaticamente, passa a concorrer a três livros “A Crise da Modernidade pela Lente do Trabalho”, de autoria do próprio professor. Por favor, lembre-se de deixar seus contatos para que possamos entrar em contato após o sorteio. A iniciativa vale de hoje, 27/10, até quinta-feira, 29/10. O sorteio será feito no dia 30/10 e divulgado aqui no blog mesmo.
“A escolha da profissão não é uma condenação perpétua”
A frase do título desse post é do professor Luiz Guilherme Brom, da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado. Esse cientista social, especialista em sociologia do trabalho, participa do Et Cetera sobre “Profissões e o Tempo” e falou ao blog do programa.
ETC: O senhor dirige o Centro de Estudos Interdisciplinares do Trabalho da FECAP. Qual o objetivo desse grupo?
Luiz Guilherme Brom: O CEIT é um núcleo de pesquisas da Fecap, especialmente dedicado à questão do trabalho. É interdisciplinar porque permeia as diversas áreas das Ciências Sociais: economia, sociologia, direito, antropologia, psicologia, etc… O objetivo é pesquisar a realidade do trabalho para um maior esclarecimento sobre o que ocorre. Ao divulgar nossos estudos, pretendemos auxiliar o esclarecimento de jovens e profissionais em geral sobre o que ocorre no mundo do trabalho. Trabalhamos com tabulação de dados do IBGE e SEADE, entre outras fontes.
ETC: A formação profissional e inserção de jovens no mercado de trabalho estão entre as suas especialidades. No Brasil, quais as principais falhas tanto na formação quanto na inserção?
LGB: A principal falha da educação (sobretudo ensino médio e superior) é não prestar um esclarecimento isento aos jovens, acerca do trabalho e da profissão. As escolas não raramente se deixam levar por modismos e idéias estereotipadas que são divulgadas na mídia, mas também pelas famílias e círculos sociais. A sociedade de consumo, o individualismo e a competição empurram as pessoas para equívocos enormes. A busca por profissões que “dão mais dinheiro”, é um exemplo e leva a grandes decepções. Qualquer profissão pode dar dinheiro, trazer realização, desde que o profissional seja bom no que faz. E para isso é fundamental gostar do que se faz. Quem não gosta do que faz, tem poucas chances de se dar bem.
ETC: Ainda há um conservadorismo na hora de escolher carreiras?
LGB: O que há, em geral, é falta de esclarecimento. No Brasil (ao contrário da Europa e EUA), as pessoas são obrigadas a escolher uma carreira excessivamente jovem. Esse jovem é pressionado pela família, pela mídia e pelos modismos em geral. Algumas profissões são glamorizadas e outras menosprezadas. Por exemlo: o censo de 2000 mostrou que apenas 27% dos formados em comunicação trabalhavam na própria área de comunicação. Apesar disso, comunicação (jornalismo, etc…) foi um curso dos mais procurados nos últimos 10 anos (todos querem virar jornalista célebre, mas só uma ínfima minoria consegue). O mesmo acontece com outros cursos. 53% dos brasileiros formados atuam fora de sua área de formação.
Outra mentira que causa profunda ansiedade entre os jovens é a idéia de que a escolha da profissão é para o resto da vida. Como se fosse uma condenação perpétua. Ao contrário do passado, a formação profissional deve ocorrer ao longo de toda a vida de trabalho. A faculdade que se escolhe pela 1ª vez, é apenas o 1º curso de formação que se faz. Muitos outros virão. Nada do que se faz aos vinte e poucos anos de idade não pode ser corrigido. Além disso, nossos desejos e vontades mudam ao longo da vida. O importante é a gente se nortear pelo que temos vontade de realizar. Isso nos torna mais feliz. Ao escolher uma carreira aos 18 anos, é preciso ter consciência de que se trata da melhor escolha para aquele momento; não necessariamente para o resto da vida.
ETC: Vale a pena investir no que é diferente? Aliás, como saber o que escolher?
LGB: Vale a pena investir no que a gente se sente atraído, naquilo que poderá ser fonte de prazer e realização profissional. Quem é criativo pensa pela própria cabeça e não pela dos outros. O que é diferente, estranho em termos de formação profissional, pode ser justamente criativo. Tudo o que é criativo é estranho à primeira vista. Conheço um fisioterapeuta que fez doutorado em engenharia eletrônica. Estranho, não? Pois é, hoje ele é o maior consultor brasileiro de equipamentos eletrônicos de fisioterapia para hospitais. Ganha muito dinheiro com isso. Portanto, primeiro, é preciso se informar sobre as profissões. E depois, escolher o que se deseja… o que a vontade manda escolher. Quem faz o que gosta, faz bem feito.
ETC: Em seu livro “A Crise da Modernidade pela Lente do Trabalho”, o senhor fala de uma nova ordem que surgiu a partir da década de 80. Como ela se caracteriza?
LGB: Nos últimos 25 anos do século XX a economia mundial passou por profundas mudanças. O velho modelo de corporações pesadas e com muitos funcionários entrou em crise. Muitas simplesmente desapareceram nos anos 80, como por exemplo a PAN AM, que era a maior empresa aérea do mundo. Com a globalização, as indústrias e fábricas são transferidas em ritmo ainda mais rápido para países em desenvolvimento. Junto com isso, há terceirização e automatização das tarefas. Resultado da nova ordem econômica: explosão do desemprego em todo o mundo. Após 30 anos de estabilidade no pós-guerra, a sociedade industrial ocidental entra em crise. Junto com desemprego em massa, acontecem migrações de trabalhadores pobres e favelização das cidades. A oferta de postos de trabalho é sempre abaixo da demanda. Só na região metropolitana de São Paulo temos um milhão e meio de desempregados.
ETC: O que podemos esperar para o futuro nesse sentido? Mais mudanças?
LGB: Em relação ao futuro, o melhor que se pode fazer é se preparar para ele e adquirir uma ampla bagagem cultural. Estudar muito. Não é o diploma que garante o futuro, mas o conhecimento, a capacidade de pensar bem. O estudante que aprendeu a aprender, que sabe pesquisar, investigar e tomar decisões equilibradas, vai enfrentar bem o seu futuro profissional. Mais do que estar preparado para o primeiro emprego, é preciso estar preparado para as mudanças, que serão muitas e fortes ao longo da vida profissional.
O professor Luiz Guilherme mantem um blog sobre educação e profissão: http://blogeducacaoeprofissao.blogspot.com/.
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